O texto parece longo, mas é de fácil leitura.
Bem este texto foi escrito durante a madrugada de domingo para segunda, para ser mais exato já era segunda. Ele ira narrar alguns acontecimentos durante a esperar em um hospital público aqui no DF, o HRC (Hospital Regional de Ceilândia).
Fui ao hospital acompanhar os meus pais que levavam a minha irmã depois de mais uma crise estomacal, esses são os fatos que achei mais importante. E ele começa assim:
[horas:minutos]
[1:50] – Saímos de casa.
[1:59] – Chego ao HRC, tem cerca de 17 pessoas esperando atendimento, entre pacientes e acompanhantes e outras pessoas que passam a noites esperando amanhecer para pegar ônibus para voltar para casa.
[2:06] – As pessoas já reclama da demora e comentam que a SAMU chegou com outras pessoas entre os que esperam tem uma menina muito linda, com idade média de 17 a 19 anos.
[2:11] – Seis pessoas esperam o dia nascer para pegar o ônibus para voltar para casa, já que a essa hora não tem mais transporte circulando.
[2:20] – Pessoas comentam sobre a CPI dos cemitérios.
[2:21] – Chega mais duas pessoas acompanhando uma senhora de idade, outra menina muito bonita de short curto, isso num frio medonho, idade média de 15 a 17 anos.
[2:23] – As duas pessoas entram com a senhora sem esperar.
[2:25] – Minha mãe reclama da “véia” que não cala a boca e eu falo que estou escrevendo este texto.
[2:29] – Três pessoa vão embora não sei para onde.
[2:32] – As pessoas reclamam que com a senhora então duas acompanhantes, sendo que só poderia uma, o que um short curto não faz.
[2:36] – E a “véia” não cala a boca, reclama agora dos guardas.
[2:40] – Estamos a 40 minutos e ninguém foi chamado, provavelmente houve troca de plantonista neste período. Chegam mais duas pessoas de idade, é certo que vão entrar direto sem esperar.
[2:41] – Não entraram graças a Deus.
[2:46] – Chega uma ambulância do SAMU acompanhada pela Polícia Civil.
[2:47] – As duas pessoas de idade entram.
[2:54] – Chega mais três pessoas, até para fazer a ficha há demora neste momento.
[2:57] – A situação da minha irmã piora, meu pai vai falar com o guarda, enquanto minha mãe massageia a barriga dela.
[3:01] – Depois de uma hora e dois minutos, minha irmã começa a chorar por não agüentar as dores, e a espera continua.
[3:09] – Chega mais pessoas que entram pela emergência.
[3:20] – A situação não mudou.
[3:23] – Começa uma “briga” entre um bêbado e uma mulher que estava na espera.
[3:25] – Chega mais alguém em carro próprio pela emergência.
[3:28] – Começam a chamar o povo e minha irmã entrou, agora a espera dela será lá dentro, e o povo reclama pelos preferências, reclama também que estavam desde ontem (15/06) esperando atendimento.
[3:32] – A briga agora está é feia, a frase da vez é “se o seu chefe mandar você comer bosta você come?” A mulher indagando o guarda quando ele diz que só está cumprindo ordens superiores. Também há ameaças de ligarem para jornais.
[3:36] – A outra “véia” calou e essa começou e não para, frase da vez é “ a culpa é nossa, não sua”, mulher reclamando de que ele não tem culpa de todos estarem exaustos esperando atendimento.
[3:40] – Entra um homem na briga e fala coisas bonitas para a mãe do guarda que não estava no local. A primeira menina que citei percebeu que estou escrevendo tudo e sorriu para mim. Frase “se eu tivesse uma bomba colocava aí dentro e quero ver você continuar aí”.
[3:42] – Homem fala:Você é doida. “Véia reclamona” fala: Doida porque não foi você que perdeu um filho nesta droga de hospital.
[3:45] – Homem fala: “E a educação ficou aonde?” Mulher “que não cala a boca” fala: “Ficou em casa e cala a boca que não estou falando com você”.
[3:50] – A mulher disse que iria fazer uma barricada na porta para nenhum preferencial entrar e fez mesmo, está calmo neste momento.
[3:59] – A primeira desistência desde que estou aqui, duas horas depois de chegar e minha irmã já deve estar tomando soro. O ambiente está mais tranquilo, o pessoal me parece que se conformou, quero ver quando começar a próxima chamada.
[4:04] – Chega outra SAMU, só que não leva para a emergência e deixa aqui no Pronto Socorro.
[4:10] – Depois de 6 minutos a mulher e acompanhante que chegaram na SAMU foram embora. depois de descobrirem que só tem um médico.
[4:11] – Começam a chamar novamente o pessoal de Clinica Médica.
[4:21] – De fato o pessoal “carmô”, me parece que só tem mais 3 pessoas esperando atendimento e mais um bocado de acompanhantes.
[4:27] – Minha mãe deu noticias de que minha irmã não foi atendida ainda e é a próxima.
[4:33] – Bateu a fome e o pessoal começa a falar de comida e um senhor mostra queijos, mas não dá para ninguém.
[4:38] – Mais uma chamada. Minha irmã parece que já está sendo atendida.
[4:40] – Vou embora, minha irmã já foi atendida e minha mãe veio me chamar.
Depois desde momento não sei o que aconteceu.
Agora me vem a mente de que a Câmara do Deputados ressuscitaram a CPMF, só que com CSS, se não me engano é Contribuição Social para a Saúde ou algo assim. Será que se for aprovado no Senado Federal e for sancionado pelo Presidente da República, este ”novo” tributo vai mesmo para a saúde ou vai parar nas cuecas e malas dos nossos parlamentares?










