Posts de Novembro, 2007
[Frases #03]
Novembro 27, 2007[Zumbi está morto?] parte 2
Novembro 25, 2007Continuando. [Zumbi está morto?] parte 1
III
Grandes batalhas
Entre os guerreiros das vastas batalhas que sobre vinha a Palmares estava Zumbi que surgia como grande guerreiro, chefe valente, disposto a tudo. Em um combate contra Manuel Lopes, o jovem Zumbi levou dois tiros, mas ainda assim continuou a combater. Seu nome e sua coragem começavam a virar lenda. Apesar disso, a dureza das lutas fazia muitos negros se entregarem.
Há varias tentativas de organizar mais expedições, mas todas sem êxito, até que em 1677, Fernão Carrilho, que já havia sofrido uma derrota para o quilombo de Palmares, volta à ação. Concentrado o fogo no mocambo da celha Aqualtune, este ataque surpreendeu os negros. Ganga Zumba e a maioria de seu povo fugiam. O segundo ataque de Carrilho é contra o Subupira, mocambo de Gana Zona, mas encotram todo em cinzas, destruídos pelos próprios defensores.
Depois de se instalar nos mocambos destruídos, lança ataques relâmpagos, em um deles consegue prender Gana Zona o irmão do rei, Zambi e Acaiene, ambos filhos de Ganga Zumba. Despois desta vitorias Carrilho foi recebido com festa em Porto Calvo, após ter fundado o arraial de bom Jesus e a Cruz, em pleno coração de Palmares.
Zumbi contra Ganga
Após todas estas batalhas e investidas contra Palmares, o Governo começa a olhar para os sobreviventes de Palmares com compaixão e benevolência. Fazem propostas ao rei, como melhor vida e terras para serem livres, após analisar essas e outras propostas o rei Ganga Zumba em 1678, manda ao Recife três de seus filhos e mais doze negros, acompanhando o emissário que lhe enviou Pedro de Almeida.
Mas para Zumbi não se tratava simplesmente de ser livre e sim de libertar os ainda escravos, não concordando com o rei. É a prudência e a sabedoria de Ganga Zumba contra a ousadia e entusiasmo de Zumbi. Enquanto tudo isso acontece os mocambos de Zumbi e de seu irmão Andalaquituche, começam a se prepara para novas batalhas. Ao mesmo tempo muitos jovens de mocambos pacifistas fogem para aderir a Zumbi.
Jovens do mocambo do rei tramam sua morte, Ganga Zumba é envenenado e Zumbi assume o seu posto, neste momento começa o reinado do Líder Guerreiro. Zumbi agora leva o quilombo a sua fase mais sangrenta, levando-o a terríveis batalhas.
Os próprios portugueses reconheciam: negro de singular valor, grande animo e constância rara.
Em 1680 com o começo de um novo governo, foram espalhados por toda parte editais com ordens para que Zumbi se entregue junto de seus homens. O governo prometia até perdão e o chamavam respeitosamente de “Capitão Zumbi”. Mas Zumbi resiste ano após ano.
IV
Novas batalhas
Agora a frente da batalha o bandeirante Domingos Jorge Velho, não esperava resistência, estav
am preparados apenas para uma simples caçada e esperando a fuga dos quilombolas do Macaco, onde Z umbi comandava a resistência. Mas manteve suas posições impondo perdas pesadas aos atacantes, que enfim tiveram que se retirar ara Porto Calvo. Por mais duas vezes tentaram investidas contra o quilombo, mas sem êxito.
Dentro do seu mocambo-fortaleza, Zumbi recompõe suas tropas determinando que velhos, mulheres e crianças só cuidassem de fabricar arcos, flechas e lanças. Ninguém dormia de uma lado para o outro o líder guerreiro gritava aos seus homens, convidando-os a morrer em liberdade.
Sitiados no precipício
Aos poucos o mocambo é cercado pelos três lados, os negros agora estão sitiados, pois o quarto lado onde se fortificaram é um enorme precipício. Jorge Velho pensa em vencer Zumbi pela fome e sede, se os canhões e novos soldados não chegassem a tempo. Mas dentro do mesmo, estavam protegidos por armadilhas e fossos cheios de paus pontiagudos, tinham fonte natural de água e o alimento era bastante.
Na madrugada de 6 de fevereiro de 1694, tiros de canhão abriram brechas na tripla cerca do mocambo, obrigando ao povo a tentar escapar por uma saída junto ao precipício. O sangue escorre em meio à batalha, regando a terra em abundancia, Zumbi leva dois tiros que todos puderam ver quando o rei negro foi baleado. Mesmo assim ele continua lutando junto com seus homens que encurralados com o precipício em suas costas, onde acabavam caindo ou sendo empurrados.
Sem grandes armas a morte eram certa, não escolhiam ninguém, homens, mulheres e crianças, todos estendidos no chão. Tamanha resistência levou a luta a se transforma num massacre de incríveis proporções.
Logo pela manhã, os homens de Jorge Velho e Vieira de Melo procuram o corpo de Zumbi, mas sem sucesso, o grande guerreiro desaparecera, talvez escapando na escuridão, talvez tendo o corpo perdido no fundo do despenhadeiro.
V
Zumbi é traído
Um ano e alguns meses depois encontram na vila de Penedo um negro antigo morador de Palmares, iam executá-lo, mas ele troca a sua vida pela de Zumbi, dispondo-se a acompanhar uma expedição ao ultimo reduto do seu rei. Outro bandeirante vai na chefia era ele André Furtado de Mendonça.
Em quanto marchavam o bandeirante indagava-se Zumbi está mesmo vivo ou o traidor mentiu? Zumbi estava vivo, seu ex-companheiro não mentira. Foi encontrado surpreendido e cercado em companhia de vinte companheiros de batalha.
Ordenaram-lhe que se rendesse. Zumbi responde atacando, embora sem qualquer possibilidade de êxito. No dia 20 de novembro de 1695, André furtado de Mendonça cortou a cabeça de Zumbi, levando-a para o Recife.
Porem, por mais que a noticia se espalhasse, milhares de escravos, nas suas senzalas, jamais acreditaram no que ouviram. Zumbi morto? Impossível. Um deus da guerra não pode morrer. E do fundo das noites cantavam para das mais força e vigor ao rei de Palmares.
- Zumbi, Zumbi, oia Zumbi!
[Zumbi está morto?] parte 1
Novembro 23, 2007I
Zumbi está morto? A pergunta, como um vendaval, varreu as vilas e povoações de Pernambuco, espalhou-se pelos engenhos de cana, entrou nas fazendas do interior das capitanias e chegou até terras mais longínquas onde negros fugidos viviam em pequenos grupos.
Os fazendeiros queriam a confirmação da noticia, a morte de Zumbi poria fim à luta. Estaria afinal destruído o grande reino negro dos Palmares? Se isso fosse verdade, os escravos não teriam mais estimulo para fugir e os senhores de engenho poderia respirar aliviados.
Os negros – e mesmo muitos brancos e índios – não acreditavam na morte do Rei Zumbi. Não podia ser verdade, Zumbi não era um homem comum e sim um deus da guerra, o mais poderoso dos gênios, irmão e dono do mar. E viera à Terra para chefiar a luta dos negros libertos e dar esperança aos ainda cativos. Por isso, diziam os negros, Zumbi era imortal.
Aqui, onde homens estão à venda
Desde quando começaram a chegar os primeiros carregamentos de escravos da África, os senhores de engenhos costumavam visitar Pernambuco. Chegam, olham os negros e, antes de começar o leilão, apalpam os músculos dos homens, verificam seus dentes, observam o vigor das mulheres, examinam as criança e assim por diante.
Uma princesa em leilão
Em certo dia do ano do começo do século XVII, há muitos interessados no leilão, pois a negra, ali de pé, acorrentada, deve ser ótima para o trabalho, pois tem um bom sangue: é princesa descendente de nobre linhagem. Quem quer compra a Princesa Aqualtune?
Num canto, uma negra velha resmunga sem parar, olhando a princesa e um feitor traduz para os fazendeiros mais curiosos: ela faz ameaças, chama por Zumbi, o gênio do mal, senhor da guerra dizendo que ele virá libertar os escravos. Mas de nada adianta as preces da negra, pois naquele momento Zumbi ainda não havia nascido.
II
O surgimento de Palmares
No mesmo ano em que a Princesa Aqualtune chega ao Brasil, cerca de trinta ou quarenta escravos, fugidos chegam à serra da Barriga, num local longe do litoral, com terra fértil, com extensos palmeirais, ali dos negros se estabeleceram e logo chamaram a região de Palmares.
No inicio Palmares era estritamente um Quilombo forma do por homens, mas não tardou até comerem as primeiras expedições com o objetivo de raptar mulheres nas fazendas próximas. Noite após noite, a esperança de liberdade cresce nas senzalas, com a noticia de que haviam negros vivendo em liberdade foram das fazendas de engenho.
Palmares, o quilombo, era formado por varias aldeias, chamadas de mocambos, cada qual com seu líder, a principio somente quem foi líder na África poderia ser líder, mas com o passar do tempo homens hábeis e fortes que não tinham ascendia nobre assumiam a liderança nos seus mocambos.
E cada mocambo se organizava segundo suas próprias regras, tendo em comum apenas um primitivo código de justiça – que punia com a morte o homicídio, o roubo e a fuga de Palmares -, e o sistema de defesa, baseava-se em postos de observação espalhados em lugares estratégicos da região.
Nasce um menino, seu nome é Zumbi
Dois dos filhos da Princesa Aqualtune tornam-se chefes dos mocambos mais importantes, Ganga Zumba e Gana Zona. O mais provável é que tenham herdado seus postos, já que em algumas tribos africanas a sucessão é de tio para sobrinho e não de pai para filho. Mas a Princesa também tivera filhas e uma delas deu-lhe um neto, em meio a uma batalha contra holandeses, e para sensibilizar o deus da guerra, deram ao menino o seu nome: Zumbi. O menino nasceu livre e da escravidão só conhecia as terríveis historias que os mais velhos contavam sobre a escuridão das senzalas, da umidade e das mortes nos navios negreiros.
Na década que se inicia em 1670, o quilombo viveu o seu apogeu, provavelmente com mais de 50 mil habitantes, distribuídos em vários mocambos. Zumbi e Andalaquituche, seu irmão, já homens chefiam suas próprias aldeias. Nesse período com o crescimento do quilombo e as necessidades de defesa haviam transformado Palmares numa espécie de federação. Ganga Zumba, que governava a maior das aldeias – Cerca do Macaco – presidia o conselho formado e passou a ser considerado rei.
[Zumbi está morto?] parte 1
Novembro 23, 2007I
Zumbi está morto? A pergunta, como um vendaval, varreu as vilas e povoações de Pernambuco, espalhou-se pelos engenhos de cana, entrou nas fazendas do interior das capitanias e chegou até terras mais longínquas onde negros fugidos viviam em pequenos grupos.
Os fazendeiros queriam a confirmação da noticia, a morte de Zumbi poria fim à luta. Estaria afinal destruído o grande reino negro dos Palmares? Se isso fosse verdade, os escravos não teriam mais estimulo para fugir e os senhores de engenho poderia respirar aliviados.
Os negros – e mesmo muitos brancos e índios – não acreditavam na morte do Rei Zumbi. Não podia ser verdade, Zumbi não era um homem comum e sim um deus da guerra, o mais poderoso dos gênios, irmão e dono do mar. E viera à Terra para chefiar a luta dos negros libertos e dar esperança aos ainda cativos. Por isso, diziam os negros, Zumbi era imortal.
Aqui, onde homens estão à venda
Desde quando começaram a chegar os primeiros carregamentos de escravos da África, os senhores de engenhos costumavam visitar Pernambuco. Chegam, olham os negros e, antes de começar o leilão, apalpam os músculos dos homens, verificam seus dentes, observam o vigor das mulheres, examinam as criança e assim por diante.
Uma princesa em leilão
Em certo dia do ano do começo do século XVII, há muitos interessados no leilão, pois a negra, ali de pé, acorrentada, deve ser ótima para o trabalho, pois tem um bom sangue: é princesa descendente de nobre linhagem. Quem quer compra a Princesa Aqualtune?
Num canto, uma negra velha resmunga sem parar, olhando a princesa e um feitor traduz para os fazendeiros mais curiosos: ela faz ameaças, chama por Zumbi, o gênio do mal, senhor da guerra dizendo que ele virá libertar os escravos. Mas de nada adianta as preces da negra, pois naquele momento Zumbi ainda não havia nascido.
II
O surgimento de Palmares
No mesmo ano em que a Princesa Aqualtune chega ao Brasil, cerca de trinta ou quarenta escravos, fugidos chegam à serra da Barriga, num local longe do litoral, com terra fértil, com extensos palmeirais, ali dos negros se estabeleceram e logo chamaram a região de Palmares.
No inicio Palmares era estritamente um Quilombo forma do por homens, mas não tardou até comerem as primeiras expedições com o objetivo de raptar mulheres nas fazendas próximas. Noite após noite, a esperança de liberdade cresce nas senzalas, com a noticia de que haviam negros vivendo em liberdade foram das fazendas de engenho.
Palmares, o quilombo, era formado por varias aldeias, chamadas de mocambos, cada qual com seu líder, a principio somente quem foi líder na África poderia ser líder, mas com o passar do tempo homens hábeis e fortes que não tinham ascendia nobre assumiam a liderança nos seus mocambos.
E cada mocambo se organizava segundo suas próprias regras, tendo em comum apenas um primitivo código de justiça – que punia com a morte o homicídio, o roubo e a fuga de Palmares -, e o sistema de defesa, baseava-se em postos de observação espalhados em lugares estratégicos da região.
Nasce um menino, seu nome é Zumbi
Dois dos filhos da Princesa Aqualtune tornam-se chefes dos mocambos mais importantes, Ganga Zumba e Gana Zona. O mais provável é que tenham herdado seus postos, já que em algumas tribos africanas a sucessão é de tio para sobrinho e não de pai para filho. Mas a Princesa também tivera filhas e uma delas deu-lhe um neto, em meio a uma batalha contra holandeses, e para sensibilizar o deus da guerra, deram ao menino o seu nome: Zumbi. O menino nasceu livre e da escravidão só conhecia as terríveis historias que os mais velhos contavam sobre a escuridão das senzalas, da umidade e das mortes nos navios negreiros.
Na década que se inicia em 1670, o quilombo viveu o seu apogeu, provavelmente com mais de 50 mil habitantes, distribuídos em vários mocambos. Zumbi e Andalaquituche, seu irmão, já homens chefiam suas próprias aldeias. Nesse período com o crescimento do quilombo e as necessidades de defesa haviam transformado Palmares numa espécie de federação. Ganga Zumba, que governava a maior das aldeias – Cerca do Macaco – presidia o conselho formado e passou a ser considerado rei.
[20 de Novembro]
Novembro 20, 2007
Como hoje sendo o dia da Consciência Negra, não poderia passar essa data sem escrever nada. Outro texto mais antigo do meu blog sobre a Consciência Negra.
Quem Pensa.
Nós passamos anos estudando História na escola, poucas aulas falando da história dos negros e suas culturas, quem falar em cultura africana, já estão alienadas por esse modelo de educação. É difícil nós falarmos em cultura africana diminuir a um simples adjetivo, uma cultura vasta e ampla, de milhares de povos, de muitos países e um continente extenso. Mas voltando.
Bem, quem acredita que o mérito pela abolição da escravatura foi totalmente da Princesa Isabel, está totalmente enganado e cego pelo que aprendeu durante anos na escola, é renegar que os povos negros que foram trazidos ao Brasil ou levados a outras partes do mundo, não lutaram e aceitaram as suas condições de trabalho e de vida. Onde muitos príncipes e herdeiros de tronos nas suas aldeias e vilarejos foram trazidos até aqui, para se sujeitar a ordem de homens mais “desenvolvidos”. Tiveram que se negar e aprender a viver como cachorros ou porcos.
Desde o primeiro instante em que colocaram os pés neste país ou desde que foram capturados e colocados em navios para serem entregues a sorte ou quem sabe ao azar, eles lutaram para se libertar e voltar a sua terra mãe ou pelo menos morreu como rei ou rainha que eram antes de serem escravizados.
Zumbi dos Palmares lutou e morreu, não que ele tenha sido o primeiro ou o ultimo, mas ele fez tudo isso para o bem de seu “povo”, pessoas de tribos diferentes e povos que antes estavam em guerra, quando chegaram aqui se tornaram irmãos e um só povo com o objetivo de ser livre novamente.
Quem pensar ao contrario nega a si mesmo, não por ser negro, mas sim por ser brasileiro e ter sangue de pessoas que sempre lutaram para alcançarem os seus objetivos, depois vem alguém com mais poder e os entrega de mão beijada o que vinham lutando por muito tempo.
Mesmo assim depois de serem libertos sofreram pelo tempo que passaram longe de casa, muitos talvez tenham esquecidos de onde vieram os seus pais, não sabiam fazer mais nada além do que já tinham passado anos a fazer. Foram trocados por outros povos com direitos que muitos deles não conseguiram alcançar durante toda a sua vida.
Entregues a própria morte, traídos por aqueles que um dia trabalharam e agora largados por pessoas que passaram a “confiar”, agora eu não entendo o porque dos nossos educadores, com tamanha ignorância, não mostram a verdadeira ou pelo menos a historia dos negros menos maquiada por nossos amigos mestres do conhecimento.
Bem termino por aqui, mas colocarei um resumo da historia de Zumbi do Palmares por aqui, a menos maquiada, para os interessados.
[texto poético #00]
Novembro 18, 2007[texto poético #00]
Novembro 18, 2007[Rebeca Gusmão]
Novembro 14, 2007INIMIGOS OCULTOS
Nadadora acusada de doping alega que não precisa de testosterona extra para ter resultados e acredita em complô.
Ela garante que não usou testosterona para competir. Sem citar nomes, aponta para a existência de um esquema de forças poderosas por trás de tudo o que envolve seu caso. Rebeca Gusmão, de 23 anos, a primeira nadadora brasileira a ganhar medalha de ouro em jogos pan-americanos, deu sua versão para o caso de doping. Acredita por causa das acusações e orientada pelos advogados a não dar declarações. Rebeca relutou e só resolveu falar na noite de sexta-feira. Demonstrou tranqüilidade na entrevista e brincou: “O único resultado positivo que vão ter de mim é o de gravidez”.
As pessoas, quando olham seu corpo, acham que você toma anabolizantes…
Cada um pode pensar o que quiser, mas digo: “Não julguem para não serem julgados”. Meu trabalho foi a longo prazo, diferente do que as pessoas falam do anabolizante, que dá resultados em um, dois meses. Ganhei peso em 11 anos. Claro que de 2004 para cá ganhei mais rápido. Quando o Michael Phelps (nadador norte-americano) declarou que ganhou oito, nove quilos de massa, ninguém falou nada.
Era forte quando pequena?
Quando eu tinha 8, 9 anos, eu pegava aquela caixa de leite e subia três andares de escada. Minha mãe dizia: “Menina, pelo amor de Deus, não faz isso! Você vai estragar o ovário”. Quebrei o braço de uma coleguinha na quarta série, jogando queimada. Na quinta série, quebrei o nariz de uma menina jogando handebol. Havia colegas que me chamavam de Bambam.
E o exame de 2006, positivo para testosterona?
Esse caso está em sigilo. Claro que um dia será falado, aberto. As pessoas vão começar a entender.
Seu técnico, Hugo Lobo, disse que você sempre queria tomar suplementos usados por outros. A médica Renata Castro, que iria com você ao Canadá para a contra prova, pediu afastamento da Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA). As pessoas estão lhe abandonando?
Meu técnico fez um comentário infeliz. Mas prefiro ver como o cuidado de um pai (dizendo): “Ela não toma cuidado com suplementação”. Mas ele sabe que tenho muito cuidado com tudo que tomo. Sempre procuro olhar no livrinho de antidoping.
Você tomou testosterona?
Não. Já tenho alto índice de testosterona no corpo, e tudo em excesso faz mal. Eu não tenho a voz grossa. A primeira coisa que acontece na mulher que usa anabolizante é a mudança da voz.
Mas tomou testosterona?
Se eu tivesse tomado, assumiria o meu erro e ficaria dois anos suspensa. Depois voltaria. Ou poderia até não falar, mas aceitaria o que está decidido, está decidido. Eu não estaria lutando.
A quem interessa essa crise?
Não posso falar ainda. Mas existe muito interesse por trás disso tudo: político, de grandes instituições e muito dinheiro. O resultado positivo (do teste) é a conseqüência. É o que está gerando esse conflito. Mas é o de menos.
Você tem inimigos?
A gente não precisa fala em inimigos. Basta a gente ver o que acontece no esporte. O tenista envenenado, o peão (de rodeio) que matou o maior adversário porque tinha inveja. A gente tem que parar de ser hipócrita e pensar que essa historia de esporte é uma coisa muito bonita, mas tudo que envolve dinheiro é perigoso. Houve dirigentes e médicos ameaçados de morte.
E se você for banida?
Se eu for banida, vai ser um baque grande. Como se estivessem tirando o que mais gosto de fazer o que mais amo. Como se perdesse um ente querido. Mas estarei viva.
O que aconteceu em relação aos testes, que detectaram urina de pessoas diferentes?
Não posso falar. Está sendo tratado em sigilo pelos advogados.
Dá para levar urina de outra pessoa com sonda no ânus?
Isso acontecia, há anos, com homens. Hoje, quando se faz um exame, há sempre uma pessoa que observa.
Onde isso vai terminar?
Eu não sei, mas que ainda tem muita água para passar de baixo da ponte, isso tem.
Fonte: Jornal Aqui DF, 11/11/2007.
[Rebeca Gusmão]
Novembro 14, 2007INIMIGOS OCULTOS
Nadadora acusada de doping alega que não precisa de testosterona extra para ter resultados e acredita em complô.
Ela garante que não usou testosterona para competir. Sem citar nomes, aponta para a existência de um esquema de forças poderosas por trás de tudo o que envolve seu caso. Rebeca Gusmão, de 23 anos, a primeira nadadora brasileira a ganhar medalha de ouro em jogos pan-americanos, deu sua versão para o caso de doping. Acredita por causa das acusações e orientada pelos advogados a não dar declarações. Rebeca relutou e só resolveu falar na noite de sexta-feira. Demonstrou tranqüilidade na entrevista e brincou: “O único resultado positivo que vão ter de mim é o de gravidez”.
As pessoas, quando olham seu corpo, acham que você toma anabolizantes…
Cada um pode pensar o que quiser, mas digo: “Não julguem para não serem julgados”. Meu trabalho foi a longo prazo, diferente do que as pessoas falam do anabolizante, que dá resultados em um, dois meses. Ganhei peso em 11 anos. Claro que de 2004 para cá ganhei mais rápido. Quando o Michael Phelps (nadador norte-americano) declarou que ganhou oito, nove quilos de massa, ninguém falou nada.
Era forte quando pequena?
Quando eu tinha 8, 9 anos, eu pegava aquela caixa de leite e subia três andares de escada. Minha mãe dizia: “Menina, pelo amor de Deus, não faz isso! Você vai estragar o ovário”. Quebrei o braço de uma coleguinha na quarta série, jogando queimada. Na quinta série, quebrei o nariz de uma menina jogando handebol. Havia colegas que me chamavam de Bambam.
E o exame de 2006, positivo para testosterona?
Esse caso está em sigilo. Claro que um dia será falado, aberto. As pessoas vão começar a entender.
Seu técnico, Hugo Lobo, disse que você sempre queria tomar suplementos usados por outros. A médica Renata Castro, que iria com você ao Canadá para a contra prova, pediu afastamento da Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA). As pessoas estão lhe abandonando?
Meu técnico fez um comentário infeliz. Mas prefiro ver como o cuidado de um pai (dizendo): “Ela não toma cuidado com suplementação”. Mas ele sabe que tenho muito cuidado com tudo que tomo. Sempre procuro olhar no livrinho de antidoping.
Você tomou testosterona?
Não. Já tenho alto índice de testosterona no corpo, e tudo em excesso faz mal. Eu não tenho a voz grossa. A primeira coisa que acontece na mulher que usa anabolizante é a mudança da voz.
Mas tomou testosterona?
Se eu tivesse tomado, assumiria o meu erro e ficaria dois anos suspensa. Depois voltaria. Ou poderia até não falar, mas aceitaria o que está decidido, está decidido. Eu não estaria lutando.
A quem interessa essa crise?
Não posso falar ainda. Mas existe muito interesse por trás disso tudo: político, de grandes instituições e muito dinheiro. O resultado positivo (do teste) é a conseqüência. É o que está gerando esse conflito. Mas é o de menos.
Você tem inimigos?
A gente não precisa fala em inimigos. Basta a gente ver o que acontece no esporte. O tenista envenenado, o peão (de rodeio) que matou o maior adversário porque tinha inveja. A gente tem que parar de ser hipócrita e pensar que essa historia de esporte é uma coisa muito bonita, mas tudo que envolve dinheiro é perigoso. Houve dirigentes e médicos ameaçados de morte.
E se você for banida?
Se eu for banida, vai ser um baque grande. Como se estivessem tirando o que mais gosto de fazer o que mais amo. Como se perdesse um ente querido. Mas estarei viva.
O que aconteceu em relação aos testes, que detectaram urina de pessoas diferentes?
Não posso falar. Está sendo tratado em sigilo pelos advogados.
Dá para levar urina de outra pessoa com sonda no ânus?
Isso acontecia, há anos, com homens. Hoje, quando se faz um exame, há sempre uma pessoa que observa.
Onde isso vai terminar?
Eu não sei, mas que ainda tem muita água para passar de baixo da ponte, isso tem.
Fonte: Jornal Aqui DF, 11/11/2007.
[EnBlogC]
Novembro 10, 2007Clique na imagem para ampliar.
PS.: Está faltando o modelo especial que fiz para o Rap, de cor preta.


































